O estudo, que também incluiu Espanha, Itália e Bélgica, foi desenvolvido pelo Centro de Investigação Energética, Ambiental e Tecnológica (Ciemat), em Madrid, e foi o primeiro que avaliou a presença de compostos orgânicos persistentes no ar doméstico.
Os autores do estudo destacaram que a qualidade de vida adquirida pela população mundial durante o último século foi possível através de novo produtos químicos, cujas consequências, a médio e a longo prazo, não foram estudadas durante a sua fabricação.
De acordo com o estudo, publicado na revista do Ciemat, estes produtos foram usados, por exemplo, para erradicar pragas de insetos ou para melhorar outros materiais (isolantes, lubrificantes, entre outros), salvando vidas ou evitando
prejuízos económicos.
Segundo o mesmo documento, estes produtos também apresentam riscos para a saúde das pessoas.
Entre estas substâncias estão compostos orgânicos persistentes, que registam uma elevada resistência à degradação física, química e biológica, segundo explicaram os autores da investigação.
Para a realização do estudo, foram selecionadas dez casas em cada um dos quatro países envolvidos na investigação. No interior das casas selecionadas foi colocado um aparelho que mediu a qualidade do ar durante três meses.
A seleção das casas teve em consideração a sua proximidade a potenciais fontes deste tipo de compostos, como zonas agrícolas, fábricas de automóveis ou de produtos químicos.
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